Umbigo de Eros

Te convido para sentar no sofá vermelho de Eros... Vamos escarafunchar os Umbigos!


Meu último post incomodou algumas de minhas amigas que acharam o cúmulo eu me assumir como mulher que ama demais! Acho graça já que a proposta do blog bem como dos espetáculos Umbigo de Eros, segue a tendência da sua dona, que é a mania de escarafunchar e expôr as neuroses, botá-las no divã da língua portuguesa e deixar fluir. Sigo acreditando que, expressando-as, elas vão baixando a bola, se transformando pra melhor... E boto fé que assim será com esse meu lado recém descoberto 

Sou, ou melhor, estou uma mulher que ama demais. E não tô sozinha nessa. Ontem fui ao show da Rita Lee, de graça, no Autódromo de Brasília! E faço aqui uma pausa para elogiar a vida cultural da nossa cidade, da qual não podemos reclamar! São inúmeros shows de qualidade a preços baixos ou gratuitos. Amanhã mesmo, domingo tem show do Gotan Project – tango eletrônico, a partir das 19h também de graça no Museu da República. Nós merecemos! 

Voltando ao show, acreditem: Rita Lee é definitivamente uma mulher que ama demais! A maior roqueira brasileira, aos 65 anos de idade, mantém a loucura, a energia, a irreverência do passado e também a desmedida das mulheres que amam demais! Depois de muitas falas carinhosas e bem humoradas sobre Brasília, ou Brasólia, como dizia Rita, cidade pela qual tem especial carinho, o show incluiu uma declaração de amor pública ao marido Roberto de Carvalho, seu ovelho-negro, segundo ela mesma!

Além da alegria contagiante do show da “tia” Rita, me impressionei também com várias de suas letras, onde pude observar o componente "mulheres que amam demais” de ser. Foram várias, mas agora me lembro dessas três abaixo:

1.      On the Rocks

“Passo o dia inteiro imaginando meu bem
Na cama, no chuveiro, no trampo, sempre tão blasé
É uma neurose, uma overdose
Sou dependente do amor...”


Essa pode ser a música-tema das Mulheres que amam demais!

2.      Desculpe o auê!

“Desculpe o aué, eu não queria magoar você
Foi ciúme sim, fiz greve de fome, guerrilhas, motim,
Perdi a cabeça, esqueça!
Da próxima vez eu me mando
Que se dane meu jeito inseguro...”

3.      Bwana

“Bwana Bwana
Teu desejo é uma ordem
Te satisfazer é o meu prazer
Que não tem jeito
O meu defeito é não saber parar
Volúpia...”

Queridos(as) leitores, eu só sei que “Lá no reino de Afrodite, o amor passa dos limites, quem quiser que se habilite, o que não falta é apetite!”

Fui!

Namastê
Anasha