Umbigo de Eros

Te convido para sentar no sofá vermelho de Eros. Senta vai! E agora vamos escarafunchar os umbigos do mundo. Vem!

9.11.09

Ai que preguiça!

Por Vanessa Gelli Rocha |



Sinceramente não sei o que anda acontecendo com alguns homens. Uns justificam que estão acoados frente à emancipação feminina, outros que estão desnorteados em relação ao território que lhes cabe nesse mundo, enfim, na minha opinião o buraco é mais embaixo e bem antigo: o macho continua apavorado diante do desejo feminino.

Dia desses uma mulher casada acabou saindo com um jovem. No meio da transa ele resolveu investigar a vida sexual da parceira buscando, claro, subir sua moral. "Então seu marido não dá mais no coro!?". A mulher respondeu que ele estava enganado, que seu marido era ótimo de cama e etc. O rapaz ficou atônito. "Mas como assim, então porque você está aqui comigo?" A mulher respondeu que, às vezes, sentia desejo por outros homens e que isso, em nada maculava seu casamento, muitas vezes, apimentava. O rapaz, nessa altura, já regredido aos seus 5 aninhos de idade, perguntou: "Quer dizer que se eu casar com a minha namorada (ele tinha uma!!!) e comê-la bem sempre, isso não será garantia de que ela vai querer transar só comigo?". Pobre homem! O resto nem vale a pena comentar.

Pergunto curiosíssima: O que ainda alimenta esse tipo de pensamento? Quem inventou que casamento ou compromisso fazem com que, automaticamente, o desejo passe a dirigir-se para um único ser humano? Pior, que o desejo feminino passe a ser dirigido para o marido/namorado, porque o dele, claro, é livre. Fala sério! Século 21! Busquemos novos conflitos, novos erros, novos desafios, porque esse, sinceramente... Ai que preguiça!

24.9.09

Experiência zero

Por Vanessa Gelli Rocha |

Fui na palestra de um cara que dizem ser “Iluminado”. Calma, o cara não engoliu uma lâmpada e peida luz, e muito menos é santo. Me pareceu simplesmente ser um cara que sacou que a gente não veio aqui pra sacar nada, e sim pra ser. Mas essa foi apenas uma das minhas leituras, ou melhor, da minha mente ou ego – no meu caso eggs, já que o meu é chique demais e vale por dois!

Piadas à parte, eu gostei muito. Tenho grande simpatia pelo povo do Osho - por esse jeito bem humorado e sacana de falar da espiritualidade, como sendo algo simples e que rola aqui e agora, já. Sei que há e sempre houveram controvérsias, especialmente em relação a questão do dinheiro, dos carrões e mansões do Osho, que deixaram os raladores da terra do tio Sam e de tantos outros países, de cabelo em pé. Muita dicotomia pra cabeça da galera!

Enfim, o lance é tirar o ego de campo nas horas que ele não tem que estar lá. Então quem joga em seu lugar? Ahá, aí é que tá, só indo lá ouvir o cara. Gostei muito do SatyaPrem, nome do figura, um cara igualzinho a todo mundo, de brinquinho na orelha, corte de cabelo de funcionário público, camisa social com os botões de cima despojadamente abertos... Um gato! Juro que não ia comentar, mas não resisti.

Enfim, nas duas horas de palestra, Satya Prem mostrou-se um exímio “adestrador de egos”. A cada pergunta “cerebral” da platéia, uma resposta que desconcertava, e desfazia todo o raciocínio visivelmente estruturado após ferrenho e cansativo embate interno. Lembram do Tom Zé, com o seu “tô te explicando pra te confundir...”? Era isso. Bom demais, porque em verdade não tem nada o que entender mesmo nem o que se buscar, tá tudo aí.

Mas devo confessar que apesar da identificação com a proposta (tá, eu sei que eu sou facinha facinha pra essas coisas!), de achar graça de tudo, principalmente da simplicidade da vida, meu eggs ficou bem quietinho e morrendo de medo. Tenho certeza absoluta que se tivesse aberto essa santa boquinha, ia levar uma chulapada daquelas –e teria meu eggs frito! Imagine meu lindo inteligente, perspicaz, dinâmico, criativo, eficiente eggs amarrado num mastro, e o Satya Prem ao redor, só lançando as chibatadas sobre sua auto-importância!? Perdi grandíssima oportunidade.

14.9.09

"O Toca me tocou" ou "Novo Mundo"

Por Vanessa Gelli Rocha |


Conheci Palmas, um lugar mágico e muito quente. Casas baixas, poucos prédios, ruas largas e balões tão enormes que dá pra construir duas casas em cada um! Muito espaço e natureza pra todo lado. Na palma de Palmas, as linhas de um amanhã a ser inventado pela imaginação do homem. No seu rosto, as marcas do Brasil em cores, sotaques e gestos de toda a parte. Muitos casais jovens, moderninhos, buscando construir ali uma vida. Palmas é um “novo mundo” onde o futuro é evocado a cada espaço vazio e o passado parece não existir.

Ao mesmo tempo, Palmas me fez viajar para o meu passado. Lembrei de Cuiabá, quando chegamos em 75, e havia muito mais natureza do que cultura. Claro que eu, naqueles tempos, no auge dos meus cinco anos, não atinava pra nada disso. Só sentia. Sentia tudo muito diferente da São Paulo de onde eu vinha, cinza e fria. Cuiabá era colorida, cheirosa e quente!

O Sol, em sua quentura constante, tornou-se meu amigo e conduziu meu corpo com amor até sua própria liberdade desconhecida! Eu e todas as menininhas sempre só de calcinha, pra lá e pra cá, sentindo a vida na pele. Ali conheci a natureza em toda a sua plenitude. Nas carrocerias das camionetes soube do meu amor pelo vento. Nas águas dos rios e cachoeiras descobri que não vivo sem água.

Foi lá que percebi que dava pra reconhecer as pessoas e os lugares só pelo cheiro. E, tomada pela magia do olfato, pari minha “bruxa interior”. O mundo inteiro suava e a vida mostrava as vísceras: lembro do cheiro dos meus pais, da minha irmã, dos meus primos, da fazenda, dos bichos, dos rios, da minha casa, da casa dos outros... Ali, ao reconhecer meu cheiro, finalmente me reconheci.

Quando meu filhote nasceu, juro que antes de olhá-lo, eu o cheirei profundamente. Assim como cheirei visceralmente aquela terça-feira de manhã, onde o sol brilhava forte, alaranjado e vigoroso, e o céu era mais azul, do mais azul dos azuis. E minha alma era quietude e lugar!

Cuiabá, ao aproximar-me da origem das coisas, deu maturidade e refinamento aos meus sentidos. Comíamos peixe fresco, recém pescado do rio. Hum, farofa de banana! E as frutas? Comia fruta do pé como quem nasceu fazendo, sem lembrar o quanto me era recente essa experiência! E as cobras? Elas existiam mesmo, assim como aquelas aranhas enormes, e não só na fazenda, mas no meu quintal. E era uma farra quando apareciam. Correria, gritaria, histeria até aparecer alguém pra salvar a pátria.

Lembro de ver matar cobra só uma vez. Nesse tempo de que falo não se fazia isso. Não matar os animais era parte da ética do mundo, da ética do meu “novo mundo”! Aliás olhar o diferente como mau é coisa de agora. Lá, o Outro podia até parecer perigoso, mas antes de encerrá-lo no universo limitado de nossa primeira e maldosa leitura, a gente dava uma chance pra ele se mostrar um pouco mais. No tempo do “meu paraíso perdido” era assim. Acho que no “meu futuro encontrado” também.

Sabemos que logo o Brasil de maioria jovem dará lugar a um Brasil de pessoas mais velhas, o que trará a mudança dos mitos que movem a nossa sociedade. A Velocidade, a Forma, o Vigor e a Juventude darão lugar a novos mitos, que nos aproximam mais do que é essencial. Acho que estar, pelo menos teoricamente mais próximos do fim, nos faz rever a lista de prioridades. Tudo isso pra falar que a Palmas traz na palma também a vanguarda e a inovação. Lá conheci a UMA – Universidade da Maturidade, um programa de extensão da Federal para pessoas acima de 45 anos. Acho uma proposta visionária, e totalmente de acordo com o caminhar do mundo, do nosso “novo mundo” sempre prestes a ser reinventado. Conheci sua mentora, a Dona Gilda, no auge de seus 70 e poucos anos. Uma figura excepcional em ética, energia e criatividade. Em sua alma de artista e cabelos prateados como a lua, lembrou-me minha mãe. E de novo sou lançada longe, no “Tempo do meu Início”.

Em Cuiabá, minha mãe liberava a parede dos fundos da casa à nossa criatividade. Pintávamos tudo com guache e no dia seguinte, uma mangueirada de água e começava tudo outra vez. Não tínhamos piscina e a santa mangueira era companheira diária de banhos e aventuras. Foi justamente por não ter piscina que conheci meus novos vizinhos, que a tinham, graçasadeus.

Assim que chegamos, dois irmãos da mesma idade que eu e minha irmã, foram lá em casa nos convidar pra “banhar”. Foi quando, numa conversa sobre televisão falei de Vila Sésamo e eles nem sabiam do que se tratava. “Como assim? Mas aqui não passa isso. Ah, não? Pois na minha televisão passa, você vai adorar!”, respondi metida. Nossas coisas ainda encaixotadas adiaram pro dia seguinte a sessão para assistirmos a “minha TV”. Quando ligamos a dita, meu mundo caiu! Pelo menos aquele mundo que eu vivera até então. Tudo estava diferente na tela, só haviam dois canais e nada de Vila Sésamo. Nossa TV ficara igual a todas as outras dali. Fui chamava de mentirosa e nem entendi muito bem o porquê. Mas, ganhei um “novo mundo” onde a natureza era rainha, e a cultura era sentida, e não mediada.

Palmas me lembrou também Brasília, no seu tempo de “novo mundo” dos candangos. Seu glamoroso lago, forjado e nascido sobre as árvores do cerrado lembra o nosso Paranoá, mas é maior, muito maior. Pra quem tem facilidade de abstração, se transforma no mar rapidinho. Foi justamente no “mar” do “Toca”, que vivi minha maior aventura. A lancha, que nos levara num passeio maravilhoso, pifou, no meio do nada. Os celulares out e eu tendo que estar em Palmas às 16h para trabalhar! Às 15h30, ainda sem nenhuma perspectiva de mudança, pari uma: “O que não tem remédio, remediado está!” Relaxei totalmente e mergulhei no momento. E nas águas daquele mágico lago nascido da imaginação do homem.

Quem me conhece sabe que não me faltam temas para filosofar. E mesmo que faltem, filosofo. É assim que aprendo e apreendo a vida, de modo que aprendi muito naquelas 4horas “à ermo”, e mais ainda nas 60 horas em solo tocantinense. O Toca me tocou fundo, me fez lembrar da substância de que sou feita!

“Viajar é preciso, viver não é preciso”.

30.7.09

Neuzinha em "Limpeza de pele"

Por Vanessa Gelli Rocha |


Neuzinha havia chegado da praia há um mês. Após a maravilhosa fase inicial, onde exibira aquela cor tropical-sensual, veio a baixaria: a pele descamou, o amarelo apareceu e a pele do rosto, meudeus! As amigas indicaram limpeza de pele. Será? Neuzinha foi, cheia de dedos. A última havia feito há mais de 10 anos e nem lembrava do resultado. Marcou, fazeoquê?

Chegou lá e foi levada por uma simpática mocinha até uma salica com uma maca com uma luminária e um armário. Deitou e combinou consigo mesma que iria relaxar, apesar da dor. Lembrou dos livros que leu sobre a força da mente e pôs-se a mentalizar: praia, pratos deliciosos, a brisa do mar, as ondas... “Nossa, tá fazendo efeito, já tô até sentindo o Sol quente no rosto”, pensou. Foi quando ouviu a voz da mocinha explicando que a luminária ficaria acessa sobre o seu rosto durante toda a sessão.

A mocinha seguiu fazendo perguntas sobre sua pele, passou-lhe um creme no rosto que depois retirou para passar outro. Ligou o aparelho que lançava fumaça úmida sobre o rosto e também a maca, que pôs-se a tremer. Perguntou se a vibração estava boa, no que Neuzinha respondeu com um “hum, hum” meio sem jeito, afinal não esperava por aquilo. "Você vai ficar aí uns 15 minutos", apagou a luz da sala e saiu. Nossa heroína, ainda confusa, respirou fundo e lembrou do combinado: relaxar. E não é que aquele treme-treme era mesmo relaxante? "É a força da mente! A lei da atração!", vibrava literalmente Neuzinha. Perspicaz, percebeu que havia uma sequência naquele tremor, que começava de baixo pra cima, e depois descia pros pés até recomeçar a subir. Resolveu respirar no ritmo do troço e após 5 minutos, sentia-se uma gelatina, molinha, molinha... Foi quando o tremor foi ficando mais intenso, subindo e descendo cada vez mais rápido, e Neuzinha sentiu um calor vindo de dentro. A gelatina foi derretendo... À essa altura o observador interno de Neuzinha percebia, de mãos atadas, os gemidos que saiam de sua boca... A maca já havia se transformado num mar de mãos grandes, masculinas e acolhedoras, que deslizavam pelo corpo de Neuzinha. A fumaça quente no rosto já era o bafo gostoso de um homem maravilhoso... E, em êxtase, Neuzinha gozou louca e silenciosamente, caindo em seguida num sono profundo.

Acordou com uns beliscões no rosto. Era a mocinha iniciando a limpeza, propriamente dita. De súbito, Neuzinha pulou da maca e convicta, disse: “Adooorei! Foi a melhooor limpeza que já fiz na vida!”. A mocinha ficou atônita, tempo suficiente pra Neuzinha pegar sua bolsa, deixar o pagamento e sair, de creme na cara e tudo. E não é que a tal limpeza fez mesmo efeito? A pele de Neuzinha ficou um brinco! E da próxima vez que marcar limpeza de pele, vai pedir só as preliminares,claro!

6.7.09

neuzinha em "Amnésia alcoólica"

Por Vanessa Gelli Rocha |


Neuzinha acordou estranha. Sentia uma leve ressaca e um também leve orgulho de si mesma, afinal, graçasadeus, o whisky era do bom. Lembrou das suas ressacas da adolescência e percebeu um up grade total, e se sentiu uma mulher madura e bem resolvida. No entanto, junto à sensação de ter vivído uma noite maravilhosa havia também uma incômoda falta de memória. Tentava lembrar o que acontecera e nada.

Lembrava nitidamente do início da noite: abriu a porta, ele surgiu com a garrafa de whisky nas mãos e aquela cara de safado. Lembrou que havia combinado consigo mesma que não daria pro cara naquela noite, num doce estratégico. Lembrou também que quando se atracaram no sofá ela já havia desistido da estratégia, de modo que acabaram no quarto. Umas cinco da manhã, o cara lhe acorda, dizendo ter uma reunião bem cedo e pede que ela se lembre de trancar a porta. Lembra ainda que resmungou qualquer coisa e continuou na cama já que não tinha trabalho de manhã. Ponto. Mas o que aconteceu entre o sofá e a cama? Amnésia alcoólica total! “Nossa, preciso controlar a bebida. Meudeusdocéu, o que será que eu aprontei? Nem conheço o cara direito, com que cara vou olhar pra ele? O que que ele deve tá pensando de mim?”, pensava alto Neuzinha, que só bebe de vez em quando.

Foi arrumar a casa e encontrou no quarto uma camisinha masculina e no tapete da sala, outra, só que feminina. “Caramba, deve ter sido pior do que pensei!” E passou assim mais uns três dias, tentando puxar pela memória aquela noite, enquanto seus pensamentos eram levados para a mais pura sacanagem. Se imaginava fazendo as maiores loucuras com o cara, encima da máquina de lavar roupa ligada, no parapeito da janela da sala... Será que havia usado as algemas que ganhou naquela festa de solteiro e nunca usara? Fora os abusos que com certeza obrigou o cara a lhe infringir, nas regiões menos católicas de seu corpo. “Eu podia ligar pro cara pra saber o que se passou! Não, jamais! O que que ele vai pensar de mim? Uma louca descompensada, tarada que não lembra o que faz?! Nunca!”

Encontrou uma amiga, contou a situação e seguiram-se mais e mais elucubrações sobre o ocorrido. A amiga, nada otimista, concluiu drasticamente que Neuzinha deve ter perdida totalmente a vergonha na cara com o cara, tanto que o mesmo nunca mais deu as caras. E olha que a relação tava só começando mas parecia que tinha futuro! “Vê se agora escreve um livro: Como perder um homem em uma noite", disse a amiga, muito realista. A pobre Neuzinha queria morrer, de vergonha. Pensava no seu recato e principalmente em tudo o que ele escondia. Criada no interior, reprimida por uma mãe beata, Neuzinha lembrava do Tonhão e do Célio, seus namoros mais longos. Lembrou das coisas mais ousadas que fizera com eles na cama, no auge da intimidade do amor. Foi nessa época que ela se deu conta do avesso do recato em si mesma. “Se eu tiver feito com o cara metade do que fiz com eles... não vai me procurar nunca mais na vida, eu uma vadia insandecida”.

No final do terceiro dia, Neuzinha ouve a musiquinha do cara tocando no celular. Porque Neuzinha é dessas que tem um toque para cada cara no seu celular, assim tem tempo de se preparar psicologicamente. Dito e feito. Preparou-se. Mas o tempo foi curto, então resolveu não atender. E numa reação, que só as mulheres compreenderão, caminhou meio louca pelo apartamento, deu uns pulinhos, uns gritinhos, sentou e levantou do sofá várias vezes, foi no banheiro, se olhou no espelho, conversou consigo mesma, treinou uma frase, passou batom, ajeitou o cabelo e só então ligou pro cara na cara de pau: “Oi, você me ligou?”. “Oi Neuzinha, tive que fazer uma viagem de negócios e não pude te ligar antes. Tô ligando pra pedir desculpas, afinal aquela noite começou tão bem mas depois eu dormi, bom, nós dormimos. Me desculpa viu?”

Nesse momento fez-se a luz!!! Toda a memória de Neuzinha foi recuperada, aliás nunca havia sido perdida, afinal não havia mesmo nada para ser lembrado. E Neuzinha soltou uma gargalhada desesperadamente relaxante. Mas peraí, e as camisinhas? Ah, é que Neuzinha trabalha no Posto de Saúde e abriu uma camisinha feminina pra explicar pro cara como funcionava. E a masculina? O cara, no percurso sala-cama, tropeçando nas próprias pernas, mas empolgado, abriu o pacote achando que iria arrasar assim que pulasse na cama. Pulou sim, prum sono profundo. E a camisinha ficou lá, largada, vazia, desperdiçada.