Umbigo de Eros

Te convido para sentar no sofá vermelho de Eros... Vamos escarafunchar os Umbigos!

"Liberdade, em filosofia, designa, de uma maneira negativa, a ausência de submissão, de servidão e de determinação, isto é, ela qualifica a independência do ser humano. De maneira positiva, liberdade é a autonomia e a espontaneidade de um sujeito racional. Isto é, ela qualifica e constitui a condição dos comportamentos humanos voluntários”.(O Grande Google)

O exercício da liberdade é árduo. Saber-si dona de si... Mais fácil projetá-la sobre alguém... Sufocando gentes de nós... O processo que se dá dentro das mulheres do agora, entre 30 e 50 anos, independentes, livres, sabendo exatamente do que se libertarem... E mesmo assim presas... Ah, dei-me a liberdade de fazer parceria neste texto, com nosso amigo Google.
"Para Sartre, a liberdade é a condição ontológica do ser humano. O homem é, antes de tudo, livre. O homem é livre mesmo de uma essência particular, como não o são os objetos do mundo, as coisas. Livre a um ponto tal que pode ser considerado a brecha por onde o Nada encontra seu espaço na ontologia. O homem é nada antes de definir-se como algo, e é absolutamente livre para definir-se, engajar-se, encerrar-se, esgotar a si mesmo. A liberdade é absoluta ou não existe”.
Lembrei de uma parábola. O aprendiz vai ao mestre cheio de perguntas. O mestre permanece em silêncio e diz algo como “a sua xícara/mente está muito cheia, não há espaço. Posso lhe dar repsotas mas você não irá ouvir. Esvazie-se, crie espaço interno”.
"A liberdade é como o espaço, e que depende do ser humano que
ela seja, também como ele, mais ampla ou mais estreita, vinculada ao
controle dos próprios pensamentos e das atitudes. O conhecimento é o grande
agente equilibrador das ações humanas e, em consequência, ao ampliar
os domínios da consciência, é o que faz o ser mais livre". 
Sigo tentando me esvaziar, do inútil, do feio, da grosseria, da má companhia... Tenho também encontrado beleza, doçura, ternura, dentro e fora. Assim como me preenchido de experiências, sensações e imagens de liberdade que alimentam profundamente minh’alma. O documentário sobre o amor de Saramago e Pilar Del Rio, a exposição do Esher, Tom Zé ao vivo, Nina Simone, dançar com meu filho, uma visita inesperada, ouvir experiências felizes, beijar na boca...

Beijar na boca é uma das coisas mais gostosas do mundo! Perguntei pra um monte de gente e todos concordaram. É uma epifania de liberdade! Quase um vôo, um plainar sobre as nuvens com sabor, quentura, presença... A liberdade da brincadeira... de tocar um outro que naquele instante é também você... O medo e a liberdade andam lado a lado... Em contraponto à liberdade, tenho visto coisas horrorosas - os cárceres da alma expostos à luz do dia - como a lavagem de dinheiro dos políticos brasileiros. É doloroso ver dinheiro, que é energia de vida, sendo desviado de forma tão tosca.
"A liberdade humana revela-se na angústia. O homem angustia-se diante de sua condenação à liberdade. O homem só não é livre para não ser livre, está condenado a fazer escolhas e a responsabilidade de suas escolhas é tão opressiva, que surgem escapatórias através das atitudes e paradigmas de má-fé, onde o homem aliena-se de sua própria liberdade, mentindo para si mesmo através de condutas e ideologias que o isentem da responsabilidade sobre as próprias decisões".
Enfim, falo às mulheres do agora. Que tal fundir nossa Prostituta Sagrada à Mulher Invisível, ou pedir emprestado o laço da invisibilidade da Mulher Maravilha... Aprender a estar sem ser vista, sem ser foco... Libertar nossa Amante Divina de uma certa imagem romântica, estática e ilusória... Ensinar nossa Puta Santa a ficar de boca calada, e guardar em si as experiências preciosas, para que se desenvolvam, nos envolvam, nos cresçam... Guardar em si os mistérios... Só o tempo refina a observação rumo a escolha da alma...
"Cada um acredita de si mesmo a priori que é perfeitamente livre, mesmo em suas ações individuais, e pensa que a cada momento pode começar outra maneira de viver [...]. Mas a posteriori, através da experiência, ele descobre, para seu espanto, que não é livre, mas sujeito à necessidade, que apesar de todas as suas resoluções e reflexões ele não muda sua conduta, e que do início ao fim da sua vida ele deve conduzir o mesmo caráter o qual ele mesmo condena."
Dá-lhe Schopenhauer, o precursor do movimento punk! Essa visão que dá ênfase a impossibilidade já não me atrai. Me vejo em eterno movimento de mudança. E confesso que tenho repetido o tal "só por hoje" dos AA como um mantra. Só por hoje serei feliz feliz de chorar. Só por hoje vivo a paz interior que é minha e que eu batalhei pra conquistar. Só por hoje vou vestir a roupa nova de festa para ir na padaria. Só por hoje a vida vai me emocionar a cada passo que eu der. Só por hoje, todos os dias. Todos os dias, só por hoje.
"Basicamente o homem está preso ao conceito de “liberdade”. Ele acha que liberdade pode ser alcançada ao ir-se contra algum sistema ou normas existentes na sociedade. “Liberdade” é essencialmente um estado interno da existência onde você não mais interage no mundo tendo como base o medo. Deste modo não há mais pressão ou resistência contra qualquer estrutura, lei ou valores impostos pela “sociedade”. A liberdade não é uma revolta contra algo. A Liberdade é um estado de consciência que não tem oposto."
Sri Bhagavan
Namastê
Anasha